
SISTEMA DE COMUNICAÇÃO EM FIBRAS ÓTICAS AVANÇADO
As fibras ópticas substituíram os fios de cobre ao longo dos anos, principalmente no campo das telecomunicações, por não sofrerem interferência eletromagnética devido ao caráter dielétrico (isolante) do material. Em outras palavras, não há distorção do sinal por causa dos ruídos elétricos do ambiente externo ou das fibras óticas também agrupadas no cabo. Assim, a perda de informações durante o trajeto não é relevante.
Também por esta razão, a dificuldade de desviar qualquer sinal é consideravelmente grande e, dessa forma, as fibras são consideradas um meio bastante seguro para o transporte de dados. Ideal para quem requer uma rede com alto nível de privacidade.
Outra vantagem em relação aos fios de cobre: o material mais comum para a fabricação das fibras é o vidro, produzido da sílica, especificamente do quartzo, um dos minerais mais abundantes do mundo, logo o custo é relativamente baixo.
O IEP com este curso pretende responder à procura de formação na área da tecnologia de cabo de fibras ópticas.
Informações
Formador
Data
09 e 10 de marçode 2'26
Duração
14 horas
Horário
9:30h - 13:00h
14:00h - 17:30h
Local
Modalidade
Valor
Conteúdos
Objetivos
No final desta ação, os participantes deverão estar aptos a:
Caracterizar e especificar tipos de fibras e cabos óticos bem como as suas possíveis aplicações
Conhecer os diferentes componentes óticos, ativos e passivos, bem como as suas características e especificações em contexto de aplicação
Conhecer os meios/instrumentação que estão disponíveis para caraterizar/avaliar redes de fibra ótica e quais os benefícios da sua utilização no contexto da operação
Conhecer melhor os mecanimos que são passíveis de serem utilizados para dimencionar equipamentos activos e passivos em rede de fibra ótica
Programa
Potência ótica absoluta e perdas de inserção:
· Caraterização da potência ótica em sistemas CWDM e DWDM;
· Caraterização de perdas de inserção e de retorno e componentes óticos (conetores, repartidores, atenuadores, filtros, etc.;
Refletometria Ótica:
· Tipos de OTDRs;
· Medição do comprimento da fibra/cabo;
· Medição de perdas de inserção e de retorno;
· Medição de coeficientes de atenuação;
· Estudo de patologias em fibras óticas cabladas e instaladas;
Atenuação Espetral Dispersão Cromática:
· Caraterização de fibras óticas/cabos e estudo de patologias.
Dispersão Cromática:
· O que é e como se mede a dispersão cromática (CD)?
· Como distinguir diferentes tipos de fibra ótica monomodo com base na análise de perfis de CD;
· Qual é o impacto da CD no desempenho de um sistema ótico de alto desempenho?
· Mecanismos de compensação de CD, passivos e ativos;
Dispersão modal de polarização:
· O que é e como se mede a dispersão modal de polarização (PMD)?
· Qual é o impacto da PMD no desempenho de um sistema ótico de alto desempenho?
· Que mecanismos/sistemas introduzem PMD num sinal ótico
Sistema comunicações óticas de alto desempenho:
· Multiplexagem ótica;
· Técnicas de amplificação (SOA, EDFA e RAMAN);
· Sistemas de comutação e multiplexagem ótica ativos e passivos;
· Técnicas de modulação e correção de erros em comunicações óticas;
· Estudo e medição das relações sinal e ruido em sistemas óticos multiplexados.
Trabalhos práticos
· Medições de potência ótica;
· Refletometria ótica;
· Análise de resultados de CD e PMD.
A Quem se Destina
Quadro técnicos Superiores com responsabilidades ao nível do planeamento, projeto e manutenção de redes de fibra ótica de auto débito em operadores de telecomunicações ou para empresas gestora de grandes redes óticas.